sábado, 23 de agosto de 2008

Homo Science

A novela ouvida pelo rádio passou a ser assistida na TV e, se você perdeu algum capítulo é só procurar no Youtube que ele te mostra. O que? Internet?
Caramba! As notícias do dia anterior que esperávamos em jornais foram substituídas pelas notícias atuais na Internet e em tempo real. O radinho de pilha que levávamos para todo lugar sumiu por culpa do mp4 ou I-Pod não é mesmo?
Aquele computador que ocupa uma mesa toda está diminuindo em relação aos notebooks... E os monitores de quem precisa de um computador mesmo? LCD?
Realmente a tecnologia consegue ser mais avançada que a medicina. Agora olha o engraçado dessa comparação... A medicina evolui a partir das pesquisas realizadas pelo homem certo?
E a tecnologia depende de quem para evoluir dessa forma?
Nada mais nada menos do que de um ser humano. Com seus estudos, suas pesquisas e resultados, o homem está tomando um espaço grande no meio dessa imensidão.
Enquanto alguns perdem seu emprego numa fábrica por ela estar com uma maquina que só falta falar, outros estão ganhando suas aposentadorias vendendo essas maquinas fantásticas.
Isso é fato, realidade, provado, comprovado e aprovado. Apesar de parecer assustador, essa tecnologia tende a evoluir cada vez mais e, nos ajudar em vários aspectos, inclusive na medicina ela está muito presente e ajudando a salvar muitas vidas.
Por trás de robôs que jogam futebol, foguetes que realmente chegam á lua, satélites que nos mostram o espaço e sondas que nos informam que em Marte há água, existe um cérebro que trabalha para que tudo isso aconteça. E esse cérebro pertence ao homem que, também evoluiu muito de homo sapiens para homo science.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Questão de Múltipla Escolha Sem Escolha

Agosto, época de horário eleitoral, panfletos lotando caixas de cartas, bandeiras tomando conta de cada esquina...
Época pela qual os vários candidatos se apresentam com a mesma proposta, o mesmo objetivo e a mesma cara de pau com uma diferença... O partido.
Apesar de tantos candidatos sabemos que, doa a quem doer, escolheremos o mesmo tipo de gente que sentará na mesinha da prefeitura e não mudará coisa alguma. Aliás, que audácia a minha... Claro que eles mudam, pelo menos antes das eleições eles fazem até milagre e mágica não é mesmo?
Partidos de todos os gêneros, candidatos de diferentes formas mas com o mesmo conteúdo. Será que algo mudará se eu votar no Benedito ou na Joana? No partido rosa ou no branco?
Continuamos votando para exercer nosso papel de cidadão consciente e, para ver se um dia algo mudará. Pois apesar de não termos escolhas, a pior é clicar em nulo ou nem ao menos comparecer não é mesmo?
Pois então em nossa questão de múltipla escolha sem escolha, não vamos escolher a que nada ajuda, vamos dar chances para que um da possamos encontrar alguém descente e que mude as coisas para a melhor.

Quando o Menino Passa

Alguma coisa acontece em mim, o céu muda de cor, sinos tocam em meus ouvidos e dá aquele certo frio na barriga conhecido como borboletas no estômago.
Tudo fica mais claro ao ver que ele existe, ao ver aquele sorriso que só ele tem, aquele jeito de andar e aquele olhar que faz o coração disparar.
Quando o menino passa, tudo muda do real para o conto de fadas. Conto de fadas que não conta com príncipe encantado no cavalo branco beijando as mãos da princesa, mas sim com um garoto em sua strada acenando para a garota do outro lado da calçada.
Sentimento inexplicável porém maravilhoso, raro de se sentir realmente e fácil de se perder por pouca coisa, por pouco valor dado.
O dia vira noite quando ele não passa, a alegria vira saudade e as horas não passam. Uma hora de espera parece a eternidade, até que num piscar de olhos ele volta e traz com ele os sinos, as borboletas, o céu e seu sorriso. E, quando a esperança de vê-lo se vai, ele te mostra que veio para ficar.
Tudo isso acontecerá quando o menino passar e quando ele passa... Ah! Que alegria que me dá. Que vontade de pular e gritar para que ele ouça o bem que faz para o meu dia, para a minha alma e o meu coração.

As Flores que Nunca Morrerão

Tantas coisas nos dão motivos para desistir, jogar tudo pro alto e sair correndo. Violência, fome, morte, injustiça... Enfim, tantos atos desumanos nos derrubando e, mesmo assim continuamos firmes e fortes.
O motivo para isso é a esperança de que um dia tudo mudará para a melhor e voltaremos a sair e deixarmos a casa aberta por saber que não há perigo, poderemos andar pelas ruas sossegados sabendo que não há assalto e viajaremos pelas estradas seguros de que ninguém irá dirigir entorpecido ou bêbado e causará uma tragédia.
A esperança que nos motiva á lutar cada dia mais e mais, sempre olhando para frente, sempre olhando o lado bom que ainda existe em determinados aspectos. Esperança que nos dá garra, forças para lutar contra todo o mal existente, motivos para sorrir mesmo quando a vontade é chorar.
E como se não bastasse a esperança, existe mais um motivo que nos faz lutar por todos os objetivos. Esse motivo chama-se fé. Fé pela qual nos apegamos em momentos difíceis e, não largamos quando a nuvem negra passa. Fé que usamos para agradecer uma graça alcançada ou para levar aquele abraço á quem já nos deixou.
Essas duas coisas estão segurando o ser humano á não desistir quando tudo parece estar caindo, quando tudo parece estar sem saída alguma e está com as mãos atadas.
Esses dois motivos jamais nos deixarão enquanto acreditarmos nas mudanças, enquanto acreditarmos de olhos fechados que nenhum dos dois nos deixará em momento algum. Pelo contrário, só nos acalentará nos momentos difíceis dando aquele empurrãozinho para continuarmos.

O Triunfo dos Maus

Morreu hoje, morreu ontem, morreram há dois dias atrás, morrerão amanhã. Esse tipo de notícia está todos os dias em nossos jornais, nos noticiários de TV de todo o mundo e na boca de todos.
Pessoas perguntam o porque e o como, pedem a Deus que tragam seus filhos de volta da guerra, de volta de um vôo de lua-de-mel, de volta de uma escola ou de seu serviço após um longo dia de correria.
Em resposta ouvem a voz dos maus, homens e mulheres bombas, jovens influenciados por jogos, terroristas... E não são vozes explicando, são vozes ameaçando, amedrontando, deixando os seres humanos em pânico, em pranto...
E os bons? Onde estão todos eles? Ainda existem ou morreram na tentativa de calar os maus?
Ninguém sabe... Ninguém consegue explicar como enfrentá-los ou como acabar com isso sem passar pelo confronto. Só que enquanto há o silêncio dos bons, há o triunfo dos maus pelos quais tiraram a vida de jovens, crianças, adultos, idosos, recém formados, recém casados, recém realizados com alguma conquista...
Com tudo isso acontecendo, não sabemos para qual lado correr, com quem contar... Polícia? Do nosso lado não está! Sem saber para onde correr nos resta uma pergunta pela qual esperaremos eternamente pela resposta... Até quando?

Rumo ao Banco

Preparar, apontar e já!
Começam as Olimpíadas de Pequim, o mundo todo se une para torcer, vibrar e chorar. Bilhões investidos em preparativos, jogadores milionários, técnicos mais do que bem de vida... Isso é uma olimpíada justa?
Vamos para a verdadeira realidade que é a falta de investimento em esportes, falta de doações para os mais necessitados. Claro, para eles a alta sociedade não tem dinheiro para ajudá-los mas, para as olimpíadas eles são privilegiados de um milagre onde o dinheiro aparece onde menos se espera não é mesmo?
Salto de moedas, mergulho de cédulas, corrida de bancos, futebol das contas correntes valendo OURO.
Realmente tudo isso faz sentido. O que não faz sentido é a fome, o esforço de quem quer apenas reconhecimento ou alimentar seus filhos que não merecem passar por esse tipo de humilhação.
Pois bem, medalha de ouro á esses atletas da vida que não desistem por uma vara perdida, um salto falho na ginástica, um futebol vergonhoso e claro, medalha de prata para esses atletas que correm atrás de seus objetivos, que ouvem não dos maiores e que chegam em casa com um pão para dividir com seis pessoas... O que para os grandes é justo, para os pequenos é uma vergonha, um atentado á moral de qualquer cidadão. Se é que ainda existe o verdadeiro cidadão neste mundo.